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PROJETOS E INSTALAÇÕES: MANIPULAÇÃO DE MEDICAMENTOS ESTÉREIS EM AMPOLAS E FRASCOS-AMPOLA

  • Foto do escritor: Thaissa Ferreira
    Thaissa Ferreira
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Ampolas e Frasco-ampolas | Imagem: Freepik


A seguir, apresentamos um fluxo completo, técnico e alinhado às Boas Práticas, para manipulação de medicamentos estéreis em ampolas e frascos-ampola, conforme os princípios estabelecidos na RDC 67/2007, RDC 658/2022, Guia de Boas Práticas de Preparações Estéreis, Anexo 1 EU GMP e ISO 14644 (salas limpas classificadas em ISO 5, ISO 7, ISO 8, entre outras).


INTRODUÇÃO


O fluxo a seguir descreve, de forma detalhada, todas as etapas do processo produtivo — desde o recebimento até a expedição — incluindo fluxos de pessoas, materiais, equipamentos, controles ambientais e segregações obrigatórias para garantir a esterilidade do produto.



🟦 ETAPA 1 — RECEBIMENTO E QUARENTENA (ÁREAS NÃO CLASSIFICADAS)


1. Recebimento de Matérias-Primas e Embalagens

  • Conferência física e documental

  • Registro de lote, temperatura, integridade e fornecedor

  • Identificação como “AGUARDANDO LIBERAÇÃO”

  • Armazenamento em área de quarentena


2. Coleta de Amostras

  • Realizada em sala dedicada ou cabine de amostragem

  • Envio ao Controle de Qualidade físico-químico e microbiológico


3. Liberação

  • Após aprovação analítica, os materiais são identificados como "LIBERADOS"

  • Transferência para almoxarifado de materiais liberados



🟦 ETAPA 2 — PREPARAÇÃO DO FLUXO LIMPO (ANTES DA ÁREA ESTÉRIL)


4. Higienização de Materiais


Em sala de descontaminação:

  • Limpeza com álcool 70%, quaternário de amônio ou outro sanitizante validado

  • Secagem controlada

  • Transferência para antecâmara de materiais


5. Paramentação de Manipuladores


Fluxo de pessoas: Vestiário sujo → higienização → antecâmara → paramentação asséptica → acesso à área limpa


EPIs obrigatórios:

  • Vestimenta de produção

  • Touca dupla, propé e máscara PFF2/N95

  • Avental estéril impermeável

  • Luvas estéreis


Acesso à área classificada ISO 7 (equivalente ao antigo Grau B em repouso)



🟦 ETAPA 3 — PESAGEM E PREPARAÇÃO PRÉ-ESTÉRIL (ISO 8 / ISO 7)


6. Pesagem de Matérias-Primas

  • Realizada em sala classificada ISO 8 ou ISO 7, conforme risco

  • Uso de balança analítica

  • Cabines de contenção quando aplicável


7. Preparação da Solução

  • Dissolução, reconstituição ou diluição dos componentes

  • Realizada em ISO 8 ou ISO 7

Transferência para etapa de filtração esterilizante



🟦 ETAPA 4 — FILTRAÇÃO ESTERILIZANTE (ISO 7 COM ZONA ISO 5)


8. Montagem do Sistema

  • Ambiente classificado ISO 7

  • Montagem sob fluxo unidirecional ISO 5

  • Uso de filtros esterilizantes 0,22 µm validados


9. Filtração Esterilizante

  • Solução filtrada diretamente para recipiente estéril

  • Processo realizado em ISO 5 (zona crítica)


⚠️ Esta etapa é fundamental para garantir a esterilidade quando não há esterilização terminal.



🟦 ETAPA 5 — ENVASE ESTÉRIL (ISO 7 COM ZONA ISO 5)


10. Preparação da Linha

  • Embalagens previamente esterilizadas

  • Entrada via antecâmara


Ambiente:

  • Sala ISO 7

  • Zona crítica ISO 5 (cabine ou isolador)


11. Envase

  • Processo realizado sob fluxo unidirecional ISO 5

  • Velocidade validada (0,36–0,54 m/s)

  • Manipulação com luvas estéreis


12. Fechamento

  • Ampolas: selagem térmica

  • Frascos-ampola: rolhas estéreis e crimpagem


⚠️ Sempre em ISO 5.



🟦 ETAPA 6 — ESTERILIZAÇÃO (QUANDO APLICÁVEL)


13. Esterilização Terminal (Autoclave)


Para produtos termoestáveis:

  • Envase → fechamento → autoclavagem validada

  • Equipamento com fluxo unidirecional (lado sujo → lado limpo)


Para produtos termossensíveis:


  • Não autoclavar

  • Esterilidade garantida por filtração



🟦 ETAPA 7 — CONTROLE DE QUALIDADE


14. Ensaios Microbiológicos

  • Teste de esterilidade

  • Endotoxinas bacterianas (LAL)

  • Monitoramento ambiental (ar, superfícies e pessoal)


15. Ensaios Físico-Químicos

  • pH

  • Volume

  • Teor de ativo

  • Aspecto e transparência


16. Liberação do Lote

  • Revisão completa documental

  • Aprovação pelo Controle de Qualidade



🟦 ETAPA 8 — QUARENTENA E EXPEDIÇÃO


17. Quarentena de Produto Acabado

  • Armazenamento segregado até liberação


18. Liberação

  • Conferência, rotulagem e embalagem


19. Expedição

  • Fluxo independente da entrada de materiais

  • Registro de saída e orientação ao paciente



🟦 ETAPA 9 — GESTÃO DE RESÍDUOS


20. Descarte

  • Resíduos de áreas ISO 5 e ISO 7: descarte controlado

  • Materiais contaminados: autoclavagem

  • Armazenamento temporário e coleta especializada



 RESUMO DO FLUXO (MACROFLUXO)

  1. Recebimento Quarentena

  2. Liberação Almoxarifado

  3. Higienização Antecâmara Pesagem (ISO 8 / ISO 7)

  4. Preparação de solução (ISO 8 / ISO 7)

  5. Filtração esterilizante (ISO 7 + ISO 5)

  6. Envase asséptico (ISO 7 + ISO 5)

  7. Esterilização terminal (quando aplicável)

  8. Controle de qualidade

  9. Quarentena do produto

  10. Liberação e expedição

  11. Fluxo de resíduos segregado





 OBSERVAÇÃO TÉCNICA


A correta definição das classificações ambientais (ISO 5, ISO 7, ISO 8) é essencial no projeto arquitetônico, impactando diretamente em:


  • Sistema de HVAC

  • Pressurização e cascata de ar

  • Fluxos de pessoas e materiais

  • Conformidade com Vigilância Sanitária


Entre em contato conosco e conte com o suporte da nossa equipe de profissionais altamente qualificados e experientes. Estamos prontos para ajudar você em todas as etapas do seu projeto.



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